O que NÃO é usabilidade
O mercado amadureceu: é mais comum hoje clientes de TI que adicionam usabilidade ao seu carrinho de compras. O que é bom para todos, pois ganhamos produtos mais fáceis e úteis.

O quadro é otimista, mas sempre pode melhorar. Se já há consciência sobre os benefícios que projetar com foco em usabilidade traz, há muito pouco entendimento sobre o que isso quer dizer.
Então antes de escrever um posto detalhado sobre o conceito de usabilidade, vamos discutir o que não é.
Usabilidade não é uma coisa
A coisa é o produto. Usabilidade é uma característica dele, como tamanho, cor, estilo…. Usabilidade também não é elemento da interface, como botões, campos de formulário, tootltips.
Usabilidade não é uma etapa do desenvolvimento
É frequente receber contato de clientes que desenvolveram o produto e agora querem finalizá-lo com usabilidade, como um pacote avulso.
Essa abordagem não funciona tão bem: para um produto mais usável, é melhor projetar para o usuário.
Usabilidade é o que se consegue no final de um processo de design centrado no usuário.
Usabilidade não é opcional
Não importa como você veja, um produto com má usabilidade simplesmente não tem mercado. Tecnologia é commodity, hoje a única barreira de entrada em TI é a experiência do usuário. É um fato inconteste para a maioria dos casos de sucesso.
Todo produto que funciona tem usabilidade. Se funciona melhor, é porque tem boa usabilidade. Para alcançá-la, pode se contar com o acaso e sorte.
Mas existe como pensá-la, e aumentar exponencialmente sua chance de sucesso. Fica o convite: comece a pensar mais no usuário.
PS: Ah, para não ficar vago, o que é usabilidade:
Usabilidade é um atributo que define a facildade de uso de qualquer coisa.